domingo, 11 de novembro de 2012
Oxidação da maça
Todo mundo já observou um dia o escurecimento da polpa da maça, ou de alguma outra fruta ou legume. Nesse post, vamos entender melhor porque isso acontece.
Quando nós cortamos uma maça, ela perde sua proteção natural da casca que impede a entrada de oxigênio do ar. Perdendo essa proteção, a poupa em contato com o ar sofre uma reação de oxidação. O que acontece?
Nos cloroplastos das células há enzimas denominadas polifenoloxidases, que modificam as moléculas de polifenol presentes nas frutas e legumes. Os polifenóis são moléculas formadas por um núcleo benzênico ao qual se ligam diversos grupos hidroxilas, OH. Na presença de oxigênio, as enzimas provocam a substituição desses grupos hidroxilas por átomos de oxigênio, formando novas substâncias, chamadas de quinonas. É assim que começa o aparecimento da coloração castanha.
Um truque pode ser utilizado para inibir essa reação. Quando você preparar uma salada de frutas por exemplo, a adição de suco de limão ou laranja, torna o escurecimento das frutas quase impossível. Isso inibe as polifenoloxidases (as enzimas das maçãs).
E ai, Curtiu? Compartilhe essa informação!!!
Fontes: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/quimica-mesa-532503.shtml
http://www2.bioqmed.ufrj.br/ciencia/maca/polifenoloxidase.htm
sábado, 3 de novembro de 2012
Festa Química
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
PANELA SUJOU? O GÁS ESTÁ ACABANDO!
Algumas pessoas sabem que, quando o fundo das panelas fica sujo de fuligem, é um aviso que o gás do botijão está prestes a acabar.
Essa fuligem é produzida por combustão incompleta.
Mas a pergunta é: por que a combustão incompleta passa a ocorrer quando o gás está acabando?
Os constituintes principais do GLP são o butano e o propano, que são alcanos. Pequenas quantidades de tiol (mercaptana) são adicionadas para dar cheiro e permitir saber quando o gás esta vazando. Mas essas substâncias tendem a dar a combustão completa.
São as pequeníssimas quantidades de compostos aromáticos eventualmente presentes que explicam o fato. Como eles têm moléculas maiores, são menos voláteis e só tendem a sair do botijão quando o gás está acabando (pois a pressão interna está se reduzindo). E os compostos aromáticos tendem a dar combustão incompleta fuliginosa.
Fonte: Química da abordagem do cotidiano
quinta-feira, 26 de julho de 2012
A matemática e a arte de Escher.
Mauritis Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970 e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a entrar na Escola de Belas Artes deHaarlem para estudar arquitetura. Alguns anos depois, deixou a escola para iniciar nas técnicas da gravura, dedicando-se aodesenho, à litografia e àxilogravura
Após terminar os estudos Mauritis resolve viajar por todo o Mundo!
As passagens por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem porAlhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contato com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e refletem, pelas pavimentações. Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstrato - geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes,pessoas, répteis, etc.
Em seus simples desenhos e repetidos em série no plano,aplicava múltiplas deslocações e deformações geométricas.Estas séries repetem-se até ao infinito, unicamente limitadas pelos limites do papel! Nunca abandonou os ideais geométricos da translação, simetria, rotação e inclinação. De um modo geral, Escher substituiu as aborrecidas geométricas por outras mais belas e atraentes, criando um maior sentido do uso da Geometria.
Escher, sem conhecimento matemático prévio,mas através do estudo sistemático e da experimentação descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento inariante. A reflexão é brilhantemente utilizada na xilografia"Day and Night", uma das gravuras mais emblemáticas da carreira desse artista matemático.
sábado, 9 de junho de 2012
O prazer da música no cérebro
O gosto praticamente universal pela música acaba de ganhar uma explicação científica. Estudo mostra que, ao som de uma bela canção, o cérebro é inundado por dopamina, neurotransmissor ligado a sensações prazerosas. Segundo estudo recente, a dopamina seria responsável pela apreciação musical, compartilhada por diversas culturas. Esse neurotransmissor, ligado a sensações prazerosas, inunda o cérebro ao som de uma boa melodia.
Estrutura Dopamina (foto: wikipedia)
Os amantes da música sabem, por experiência própria, que o prazer de escutar essas vibrações mecânicas é um dos mais gratificantes que se podem experimentar. Agora, estudo publicado na Nature Neuroscience explica tanto o porquê dessa sensação quanto a razão de a música ser apreciada nas mais distintas sociedades humanas. O segredo, segundo o estudo, está no fato de o cérebro se inundar com dopamina, um dos vários neurotransmissores que os neurônios usam para enviar sinais químicos uns para os outros. A dopamina está ligada àquele prazer que se tem com um bom prato de comida ou com a surpresa de ganhar grandes somas de dinheiro. O experimento mediu, com exames de imagens, os níveis de dopamina em cérebro de voluntários em resposta àquele ‘arrepio’ prazeroso causado pela música que, para muitos, vem da alma e eletriza o corpo. Essa sensação muda a condução elétrica da pele, os batimentos cardíacos e a taxa de respiração, por exemplo. Quanto maior a sensação de prazer ao som de uma música, mais alta é a quantidade de dopamina no cérebro. Outra conclusão do estudo: a quantidade de dopamina no cérebro é maior quando o ouvinte classifica a música como agradável, em comparação com uma canção ‘neutra’. Os autores mostraram também que mesmo a antecipação do prazer de ouvir uma boa música já é suficiente para banhar o cérebro com mais dopamina. Para os autores, uma forma de ler esses resultados é que eles explicam por que a música é tão apreciada pelas mais diversas culturas. Cássio Leite Vieira Ciência Hoje/ RJ Texto originalmente publicado na CH 278 (janeiro/fevereiro de 2011).
http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/02/prazer-da-musica-no-cerebro
Para saber mais sobre a dopamina visite o site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dopamina
terça-feira, 15 de maio de 2012
Pi o Número mais Famoso do Mundo
Afinal de contas o que é o pi?
RECORDANDO: Diâmetro é um segmento de reta com origem na circunferência (corda) que passa pelo seu centro.
Se pegarmos em um círculo, a medida de sua circunferência e dividirmos pelo seu diâmetro sempre vamos encontrar um número constante. E este número é o pi, representado pela letra grega p (de nome pi).
Mas de onde surgiu a idéia de calcular o pi?
Desde a Antigüidade, o homem percebeu que esta divisão (circunferência: diâmetro) era um número fixo. E o homem queria saber exatamente quanto era este valor. Muita discussão e anos e anos de pesquisa e muita coisa aconteceu.
Até na Bíblia existe uma referência sobre esta relação entre a circunferência e o diâmetro. Numa passagem, conta-se que o rei Salomão mandou que um artesão de nome Hirão, especialista em trabalhos em bronze, fizesse um trabalho num templo em Jerusalém, construído entre 1014 e 1007 a.C. No versículo 23, consta a descrição de um tipo de reservatório de forma circular: “E ele passou a fazer o mar de fundição de dez côvados de uma borda à sua outra borda, circular em toda a volta, e sua altura era e cinco côvados e requeria um cordel de trinta côvados para circundá-lo em toda a volta”. O côvado era uma unidade de comprimento adotada na época.
Interpretando o texto:
“... dez côvados de borda a borda ...” – diâmetro=10
“...requeria um cordel de trinta côvados para circundá-lo em toda a volta.” – circunferência=30
De acordo com a Bíblia o perímetro da circunferência é igual a 3 vezes a medida do diâmetro.
C=3d, ou: a razão entre o perímetro C e o diâmetro d é: C/d=3.
Portanto, é de supor que se soubesse, já há alguns milênios, que a razão entre o perímetro e o diâmetro de uma circunferência é um número constante, ou seja: que tem sempre o mesmo valor.
Mas qual era o problema?
O problema que se colocou naquela época até nossos dias foi o de determinar um valor mais preciso desse número constante.
Aproximações de Pi.
A descoberta de que p é um número irracional (infinitas casas decimais, não pode ser colocado na forma de fração, PI NÃO ACABA!) só aconteceu no século XVII (isto quer dizer, que durante mais de 2.000 anos, muitos matemáticos tentavam achar o valor exato de pi, o que é impossível).
Uma vez que p é um número irracional, seu uso prático só é possível através de valores aproximados.
Num papiro egípcio, atribuído ao escriba Ahmes, o valor da área do círculo é calculada a partir da fração 256/81, que é aproximadamente 3,16 (era a sua aproximação para o pi).
Os povos da Mesopotâmia Antiga usaram p=25/8.
Arquimedes usou a fração 22/7 como valor para a constante pi. (Veja bem: todos estes valores são aproximados, o pi não pode ser escrito na forma de fração, mas isto não era sabido). Mas, Arquimedes foi mais longe, e descobriu que o valor de pi é um número que está entre as frações 223/71 e 220/7 (os antigos não conheciam números decimais, só frações). Para chegar a esse grau de precisão, Arquimedes construiu um polígono regular de 96 lados. Tal polígono estava muito próximo de uma circunferência; ele então calculou a razão do perímetro do polígono de 96 lados pelo diâmetro. Note que: Quanto maior o número e lados, mais o perímetro do polígono se aproxima do perímetro da circunferência.
Geômetras chineses encontraram uma fração que dava um valor mais preciso para p: 355/113.
Foi somente em 1761 que o francês Lambert provou que p é um número irracional, ou seja, tem uma expansão decimal infinita e não periódica.
Uma aproximação do Pi com 100 casas decimais:
3,1415926535897932384626433832795028841971693993751058209749445923078164062862089986280348253421170679...
Modernamente:
Em outubro de 1995, os japoneses Yasumasa Kanata e Yoshiaki Tamura, da Universidade de Tóquio, calcularam o número pi com 6.442.450.938 de casas decimais, auxiliados por um potente computador. Estes dois matemáticos desde 1981 se empenham em calcular casas decimais do número pi, começaram calculando “apenas” 2 milhões de casas decimais.
De 20 de junho de até 26 de setembro de 1999, Kanada e Daisuke Takahashi, calcularam o pi com 206.168.430.000 casas decimais, usando um computador Hitachi SR 8000.
Importante:
Uma vez que pi é um número irracional e só é possível trabalhar com aproximações, não é necessário memorizar mais do que 2 ou 4 casas decimais, pois para a maioria das atividades escolares o valor p=3,14 satisfaz às exigências impostas pelas condições dos problemas.
Para problemas que exigem maior precisão, pode-se utilizar p com no máximo 7 casas decimais, que é o que comporta o visor de uma calcular comum.
Uma vez que o p já está dominado, vamos utilizá-lo!
Curiosidades:
*** No famoso Guiness Book – o livro dos Recordes, existe uma seção para “Valor mais preciso de pi”, e todos os anos, aparece um novo valor, calculado por Kanada e Tamura. Apesar destes matemáticos (só eles) se empenharem em bater recordes das casas decimais de pi, hoje não há mais utilidade em calcular tantas casas, já que é sabido que existem infinitas e existem métodos para calcular estas casas decimais. Calcular pi com muitas casas hoje é brincadeira.
*** Em 1615, o matemático Ludolph Van Ceulen calculou o p com 35 casas decimais precisas usando um polígono de 15 quadrilhões de lados. O trabalho foi tanto que ele mandou gravar as 35 casas decimais do pi em seu túmulo.
*** O matemático Leonardo Euler disse que os números mais famosos do número eram o p, o e (outro número irracional), o i (número complexo, aprendido no 3o colegial), o 0 e o 1 eram os números mais importantes e elaborou a expressão eip+1=0. E dizia que com esta expressão Deus criou o mundo.
Trilha das figuras geométricas planas.
Este é um jogo muito interessante sobre área de figuras geométricas. Vamos chegar até o final, que comece a trilha!!!
http://tecnologia.iat.educacao.ba.gov.br/sites/default/files/flash/Matematica__AreaFigurasPlanas.swf
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